Vou ser o primeiro, gostei especialmente deste topico que descobri por acaso. Parece uma daquels historias 'a moda do Paul Auster, um dos meus escritores preferidos.
Gosto dela pela sua simplicidade e pureza porque representa os valores que mais valoriso no surf com algum stoke 'a mistura.
Registo: Apr 06, 2003 Mensagens: 5824 Local/Origem: Av. do Mar
Colocada: Sáb, 07 Jul 2007 - 3:42 Assunto:
Molusco escreveu:
Vou ser o primeiro, gostei especialmente deste topico que descobri por acaso. Parece uma daquels historias 'a moda do Paul Auster, um dos meus escritores preferidos.
Gosto dela pela sua simplicidade e pureza porque representa os valores que mais valoriso no surf com algum stoke 'a mistura.
Vou ser o primeiro, gostei especialmente deste topico que descobri por acaso. Parece uma daquels historias 'a moda do Paul Auster, um dos meus escritores preferidos.
Gosto dela pela sua simplicidade e pureza porque representa os valores que mais valoriso no surf com algum stoke 'a mistura.
Registo: Jun 06, 2005 Mensagens: 4028 Local/Origem: Maia
Colocada: Sáb, 07 Jul 2007 - 11:44 Assunto:
quanto ao topico, existem por ai bons textos de todo o genero, mais tecnicos e explicativos como os do molusco, dafonso , maya, etc...outros que tb gosto de ler sao os do Pinto, pedrointhehouse, e alguns outros ...mas gosto particularmente dos textos do Rudas , quando esta inspirado _________________ Ganha vendo anuncios!
http://www.neobux.com/?r=jorgius
Registo: Oct 06, 2003 Mensagens: 1480 Local/Origem: Charneca da Caparica
Colocada: Qua, 11 Jul 2007 - 21:35 Assunto:
LP e Jorgius, "ióre mâteche tu cáinde"
É claro que eu que eu escrevia esses textos numa altura em que era muito merrequeiro. Como agora já sou só razoavelmente merrequeiro esse tipo de manifestação está mais espaçada no tempo...
Mas já tenho umas ideias no forno e desta vez comigo a descer morras!
Por isso meu amigo querido,
Segue a opinião do Shaper da Terrinha,
Vai comprando pranchas de modo seguido,
Q a tradição manda encher o papo à sua galinha.
Registo: Oct 06, 2003 Mensagens: 1480 Local/Origem: Charneca da Caparica
Colocada: Seg, 08 Set 2008 - 16:29 Assunto:
Coisas do antigamente...
Aqui há uns tempos havia aà um post sobre surfar à noite. Leiam este e vejam se conseguem ver as diferenças entre o Atitude de agora e o de há uns tempos:
Fui hoje surfar a Peniche. Tinha combinado com o Dafonso encontrar-me com ele antes de almoço, mas os astros estavam contra mim outra vez.
Mas lá comprei duas fitas que me custaram 10 euros, e que pelo preço e pelo tempo que demorei à procura, pareciam ser as duas ultimas fitas que dão duas voltas ao meu carro alguma vez fabricadas.
E eis que lá estou eu, em Peniche, mais um novo companheiro de viagens surfisticas. 5h e ainda fora de água, com a etapa do circuito nacional ao rubro, a reservarem só para eles um belissimo pico.
5h15, dentro de água. Fui falar com o bitang, que tinha passado no seu heat. A jogar em casa o gajo, ainda estou a pensar ir lá ver o desempenho do Toni de peniche amanhã...
Dentro de água, sol a desaparecer rápido. Meio metro, por vezes menos. Já pouca gente. Foi a esmifrar as ondas...
Já estava noite cerrada quando resolvi sair. Estávamos 3 ou 4 na água. Não posso dizer com certeza porque não conseguia ver muito bem.
Conhecem o Lagide? De dentro de água a olhar para a areia, do lado direito temos a ilha do Baleal, com casas e uns bares, e iluminação publica. Pois foram pontinhos luminosos, reflexos das luzes da ilha, que deram forma à onda.
Aquela ultima onda não era composta de água, aos meus olhos era só luz. Pontos e traços de luz.
E não me lembro de mais nada. Nem sequer me lembro de como a onda acabou...
Surfei uma onda de luz...
O resto do Post está aqui _________________ A tentar ver a vida por um canudo...
Nem respondi limitando-me a sorrir enquanto trancava a carroça. Cheguei à areia, estendi o arraial no meu spot de toda a semana e vesti o fatuxo último modelo à la Fanning.
Ãgua gelada de novo e esperei por uma aberta na arrebentação enquanto os tendões gritavam por socorro qd num contexto de 12 ou 13ºC.
'C'a granda metrãozarrãozão...' - pensei para comigo ao ver alguns amigos meus a dropá-las lá bem atrás enquanto me lembrava do rizito amarelo do pintas cheio de autocolantes no carro e madeixas louras.
O impacto da onda produzia uma espuma maior q qq um deles.
O offshore estava menos forte q nos dias passados pelo q algumas das linhas quebravam rápidas demais para quem não tinha prancha práquilo ou kitt de unhas instalado. Nitidamente o caso de todos os q lá estavam comigo incluÃdo. Mas iria ser divertido na mesma.
Na memória fica o começar a dropar e ver uma paredaça ao lado toda armada e à espera de ser desbravada.
O som dispara das colunas e o trovejar do grosso lip a bater lá embaixo ensurdece tudo e todos. As gotas no rosto e cabelo secam rapidamente dado o offshore e velocidade com q passo pela malta q regressa ao outside. Uns gritam, outros riem-se e há os q me levantam o polegar enquanto remam já cansados.
Mesmo sem grandes truques ou paneleirices.
Umas linhas, umas curvas e um chapelito.
Sentir os rails a funcionar e o turbilhão criado pelos finos.
Contar as gotas no spray levantado pelo offshore.
Dizia um puto aqui há dias não sei se neste fórum se numa qq revista:
'Cá em Portugal só há 3 ou 4 gajos q sabem surfar.'
Digo eu em nome de muitos de nós:
- Tão enganado estás. _________________ Tough ain´t enough
Tenho fome. Neste momento, nenhum deles está com fome.
Na verdade, nenhum deles tem coisa alguma...
Não têm porque dormem.
Eu, estou acordada.
Estou acordada e estou aqui.
Não vejo mais ninguem para alem de mim, que de facto, tambem não vejo.
Mas vejo a minha prancha, espetada na areia.
Não está mais ninguem.
Por isso, não levam a vida que eu levo, nem são parecidos comigo.
Afinal o que não sentes tu?
Não sinto emoções. Acho que morri...
Leonard Slatkin, music director of the National Symphony Orchestra, was asked the same question. What did he think would occur, hypothetically, if one of the world's great violinists had performed incognito before a traveling rush-hour audience of 1,000-odd people?
"Let's assume," Slatkin said, "that he is not recognized and just taken for granted as a street musician . . . Still, I don't think that if he's really good, he's going to go unnoticed. He'd get a larger audience in Europe . . . but, okay, out of 1,000 people, my guess is there might be 35 or 40 who will recognize the quality for what it is. Maybe 75 to 100 will stop and spend some time listening."
So, a crowd would gather?
"Oh, yes."
And how much will he make?
"About $150."
Thanks, Maestro. As it happens, this is not hypothetical. It really happened.
"How'd I do?"
We'll tell you in a minute.
"Well, who was the musician?"
Joshua Bell.
"NO!!!"
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Para o registo, eu teria parado, escutado uns 5min, mandado um:
-Ah, that was good wasn't it? He plays good!!
E anda que se faz tarde.
A minha namorada teria ficado colada os 40min e ainda pedido um encore, ele ainda dizia quem era e ela levava um autografo pra casa.
E eu teria possivelmente numa outra situação, estado umas horas numa qq fila, com meses de antecedencia e pago umas dezenas de dólares para o ver actuar. Com sorte ainda estarei.
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